Em Eclesiastes está escrito que "Há tempo para todas as coisas...". E como isso é verdade. Hoje resolvi dar uma espiada aqui e percebi que há muito tempo não escrevo nada no blog. Mas, tenho vivido um tempo único e especial. Meu tempo tem sido o de gerar/ gestar. Todos que me conhecem sabem que estou grávida (estamos: eu e Claudinho) de um menino - João Lucas. Só para repetir o clichê, porque ele é verdadeiro: como é maravilhoso gerar uma vida, faltam palavras... É um processo divino, mesmo!! Não há como negar a existência de Deus diante da vivência de uma gestação Podemos lembrar que Davi, no salmo 139 declara: "eu te louvarei, porque de um modo assombroso e tão maravilhoso fui formado..." (vers 14). É assombroso mesmo, espantoso, admirável, excelente e, nossa mente humana não consegue alcançar tamanha façanha. Bom, mas isso é algo que quase toda gestante diz. A questão é que a palavra é muito pouco para expressar a vivência, sempre fica uma lacuna. Outro clichê: só vivendo pra saber, hehehehehe!
E essa gestação não diz de um tempo de gerar, apenas, o João Lucas. Com ela, veio um tempo de gerar o novo em mim. E que novo!!! Sempre digo, em uma "visão humanista" (porque não há separação, tudo é uma só realidade, Dele, por Ele e para Ele), que nossa identidade é uma constante construção, um eterno devir. Não estamos prontos e acabados, não!! Nós somos formados e trans-formados a partir das nossas vivências, experiências, aprendizados, acertos, erros, etc... São muitos e complexos os fatores que afetam e influenciam essa nossa construção.
Eu costumo dizer às pessoas: se você olhar para a pessoa que era há cinco anos, você vê a mesma pessoa sentada aqui e agora ao meu lado? Todas as pessoas para quem perguntei, a resposta foi a mesma: não, sou outra pessoa!
E isso é incrível e libertador! Acredito que temos uma identidade pronta Nele, ou seja, o que éramos na eternidade antes de virmos para cá. E é essa a identidade que devemos buscar continuamente, incessantemente.
E é exatamente isso que tenho vivido, uma trans-formação na minha identidade tão profunda que tenho vontade de chorar só de falar nisso. Mas é um choro positivo, não vou dizer de alegria, esta (a alegria) é uma consequência desse processo de mudança. Porque toda mudança ocorre em meio a sofrimento, crises, necessidades e perdas. Quem está em uma zona de conforto não quer mudar, pra que? "está tudo tão bem assim..."
Pois então, comigo não estava nada bem, nada! Não que eu fosse de todo ruim, de jeito nenhum! Tinha, tenho e sempre terei qualidades únicas... Mas, minha necessidade de mudar sempre será maior do que a vontade de permanecer imutável, imóvel, passiva. Graças a Deus pela possibilidade da renovação!
E, para expressar esse tempo que estou vivendo, gosto da passagem de Ezequiel 37: 1-14, que fala sobre o vale dos ossos secos... É exatamente isso, literalmente é essa experiência que tenho vivido com Deus. Em meio à morte, à desesperança, à seca, Deus gerou em mim VIDA e meu deu a graça de gerar (com Ele) uma vida. E sou tão grata pelo Seu amor e misericórdia que o mínimo que posso fazer, é permitir e clamar por Sua intervenção em mim. É levantar-me e ocupar a minha posição no Seu numeroso e poderoso exército.
"E sabereis que eu sou o Senhor, quando eu abrir os vossos sepulcros, e vos fizer subir das vossas sepulturas, ó povo meu. E porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra; e sabereis que Eu, o Senhor,disse isto, e o fiz, diz o Senhor." Ezequiel 37:13-14
Até o próximo post!! Bjão

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