sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

FOLHA EM BRANCO

Comecei esse post sem ter um título e sem saber o que quero ou preciso escrever. Na verdade, é assim que tenho me sentido esses dias, vazia. Quando eu digo VAZIA, é vazia mesmo! Não sei se já teve essa sensação, mas é uma das piores que se pode ter na vida. É um buraco na alma.
É realmente estranho porque passo a questionar sobre meus trinta e um anos vividos e me sinto como alguém que precisa aprender tudo de novo, como uma criança que precisa aprender a caminhar e a viver. Isso é tão angustiante, tão frustrante. Nossa vida é construída em cima da expectativa de nos tornarmos maduros, experientes, sabidos de alguma maneira. E de repente, a gente se sente assim, como se não soubéssemos nada, como se fossemos uma folha em branco. Desprovidos de qualquer sapiência e isso é um golpe no nosso ego!
É engraçado eu ter falado de folha em branco, porque naturalmente quando vemos uma, nos dá logo uma ansiedade para preencher o vazio, colocar letras, desenhos ou qualquer outra coisa que dê sentido ou cumpra algum objetivo. E é sobre isso que tenho pensado, sobre o que vou fazer, qual história vou escrever agora, com quem e onde. Sei que somos cartas vivas... Sei que as pessoas quando olham pra mim hoje, ainda lêem uma história que já é passado e tenho sentimentos paradoxais quanto a isso.
O livro da minha vida está em um novo capítulo, que ainda está por escrever, ou até já iniciou com algumas frases tímidas que nem eu mesma consigo ler. O meu desafio atual é tomar em minhas mãos a caneta e agir, porque quando paralisamos e nos resignamos, corremos o risco de outros escreverem por nós. E eu quero e posso escrever a minha história, quer dizer, Ele e eu.
E por enquanto é isso... Estou a rabiscar palavras, letras e desenhos, buscando a cada página escrita, transmitir a mensagem que fui criada para ser!