quarta-feira, 21 de maio de 2014

Relacionamento e Redes Sociais

Qual é o problema das redes sociais? Qual o problema em nos relacionarmos com as pessoas através do virtual?
Tenho refletido muito sobre o mundo virtual e suas consequências na minha rotina e na minha vida pessoal. Isso gerou-me um incômodo e resolvi repensar o uso que tenho feito delas.
A grande verdade é que estamos vivendo a era do mundo virtual... Grande parte do nosso dia, ou todo o nosso dia, investimos tempo, energia e raciocínio em prol das nossas redes sociais. Atualmente, nossa maior fonte de informação e entretenimento vem das redes sociais e da internet. Nossa maior fonte de “socialização” são as redes sociais. Priorizamos e valorizamos muito mais um post, do que a vivência real do momento postado. Queremos ver quantas curtidas e quais comentários serão colocados sobre o que acabei de postar, seja uma foto, uma reflexão, etc.
 Falo isso, a partir de mim. Não quero e nem estou aqui para julgar o porquê e como as pessoas estão usando as redes sociais. Compartilho um questionamento pessoal, que pode ir ao encontro de suas questões, ou não.
O fato é que somos pessoas com uma grande demanda de amor. Nossas crenças estão, quase sempre, fundamentadas na ideia de sermos amados e aceitos. Isso é natural, pois somos seres relacionais; fomos criados para nos relacionar. Todas as nossas habilidades adquiridas no decorrer da nossa existência, são para refinar e melhorar a qualidade dos nossos relacionamentos. Sempre digo que relacionamento é uma chave para a qualidade de vida. A forma como nos relacionamos conosco e com as pessoas diz da nossa saúde integral.
O que percebo é que, nos dias atuais, nossos relacionamentos estão cada vez mais frágeis e empobrecidos. Creio que consequência de uma crise na família, lugar onde iniciamos nossa vida relacional. É nesse lugar que aprendemos os princípios mais elementares da nossa existência. Tenho refletido a importância de como os pais vivem com seus filhos. Não estou dizendo daquilo que é formal, dito e esperado. Estou falando, justamente, do que não é dito com palavras, mas expresso através de gestos e olhares. O não dito é carregado de afeto, e este, afetará nossa forma de estabelecer conexões durante toda a nossa vida.
É a busca de olhares que mais nos impulsiona a tamanho investimento nas redes sociais. Queremos ser vistos, reconhecidos como pessoas de valor e beleza. Quando digo beleza, não quero limitar à beleza física, até mesmo porque ela é relativa. Estou dizendo daquilo que nos torna desejáveis e pessoas dignas de serem amadas e aceitas. No fim, queremos aquele colo de mãe que diz: vem aqui meu filho, eu te amo como você é. Do abraço do pai que (re)conhece as nossas qualidades e nosso esforço. Será que tem faltado, nas famílias, esse lugar de acolhimento, esse lugar onde ama-se a pessoa e não o que ela faz? Acredito que sim, pois a família tem absorvido e respondido às demandas de um sistema hiperativo, onde você é reconhecido pelo que faz. Desde cedo, já pensamos em uma escola que irá preparar melhor o filho para o mundo competitivo. Onde ele receberá as melhores ferramentas para fazer/ ser o melhor. Até a pergunta “o que você quer SER quando crescer?”, vem carregada de expectativas relacionadas ao fazer e quanto vai ganhar por isso. O ser é desconhecido. O que é ser? O que é essência? O que é essencial para o humano? Perguntas cujas respostas se perderam, valores que não são ensinados/ valorizados. Amar, abraçar, perdoar e pedir perdão, respeitar seus limites e dos outros, contemplar a criação, escutar, olhar, rir e chorar.
O mundo virtual tem refletido a busca por esse lugar onde possamos ser, porém, está cheio de pessoas que aprenderam apenas a fazer e gerar um resultado. Por isso precisa ter a melhor foto, a melhor frase... Uma construção pensada para sermos aceitos e amados. Quantas curtidas eu mereço? A meritocracia permeia nossas relações o tempo todo.
É necessário um movimento de retorno, recolhimento. Precisamos aprender a olhar aquele que está na minha casa, na minha sala, no meu escritório. Levantar o olhar e abrir os ouvidos para a pessoa real. Precisamos de espelhos para resgatarmos nossa essência. Desconstruir para construir relacionamentos reais e verdadeiros. Precisamos aprender que amar e aceitar são ações que não dependem de merecimento. São ações de Graça!

O problema não é a ferramenta, não é o advento das redes sociais. O problema está nos corações, nas mentes que usam equivocadamente essas redes sociais. É buscar em uma fonte seca, água para matar a sede. 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Ahhhhhhhhhhhhh, a Ma(e)ternidade

Meu Deus!! Há quanto tempo eu não passava por aqui... Estou precisando regar o meu Jardim Secreto! Muita coisa aconteceu desde o último post... Nem dá pra contar tudo. Passou!! O que quero falar hoje, é do que aconteceu e veio pra ficar. O João Lucas!!!! Meu príncipe lindo, que nasceu no dia 11/12 do ano passado e trouxe a ma(e)ternidade pra minha vida.
Resolvi escrever ontem, depois que conversei com uma grande amiga do Rio de Janeiro, a Lú Souza. Ela me perguntou: "- Amiga, o que a maternidade te trouxe??"
Perguntinha curta, mas profunda... De cara, ela me trouxe uma pessoinha linda, que hoje depende dos meus cuidados, do meu amor e do meu calor. E isso já seria suficiente.
Mas, não é só isso... Ela traz tanta coisa que é difícil até de pensar. Na verdade, a ma(e)ternidade é algo que precisa ser vivenciado. Palavras não conseguem definir, explicar e expressar efetivamente essa experiência.
Pra quem me conhece há mais tempo, sabe que eu NÃO queria ser mãe. Falava com total convicção: ser mãe não é pra mim. Que tolinha eu!! Hahahahahaha... Bom, eu dizia que não queria ser mãe por egoísmo mesmo, não estava afim de abrir mão do meu sono, tempo e dinheiro (cá pra nós, é tudo isso e muito mais) com uma criança. Pasmem!! Eu pensava e admitia isso...  
Pois então, Papai do céu, nada egoísta, deu-me o João Lucas de presente!! Para ensinar-me sobre o amor. E nada melhor do que um filho, para aprender a amar... A paternidade de Deus saltou aos meus olhos (do coração) quando tornei-me mãe.
A ma(e)ternidade me diz da possibilidade de amar um ser por toda eternidade... Amar tanto, tanto, tanto que chega doer. E foi isso que eu respondi. A ma(e)ternidade me trouxe um amor que dói. Dói sim, porque o filho é emprestado, um dia ele vai embora. Dói sim, porque eu não posso protegê-lo de todos os males e perigos. Dói sim, porque revela a fragilidade e a impotência humana. Mas, é uma dor gostosa... Que traz tantas e tantas alegrias impensáveis, inimagináveis... É uma surpresa a cada dia. E o amor só aumenta, aumenta e aumenta... Nem sei como cabe dentro da gente. A ma(e)ternidade tem me ensinado a amar, a zelar, a cuidar... É o melhor exercício para tirar os olhos de si e enxergar o outro, da maneira mais genuína que um ser humano pode olhar. É lindo, é sofrido, é único, é mágico, é pra sempre!!




terça-feira, 6 de novembro de 2012

Tempo de Gerar Vida

Em Eclesiastes está escrito que "Há tempo para todas as coisas...". E como isso é verdade. Hoje resolvi dar uma espiada aqui e percebi que há muito tempo não escrevo nada no blog. Mas, tenho vivido um tempo único e especial. Meu tempo tem sido o de gerar/ gestar. Todos que me conhecem sabem que estou grávida (estamos: eu e Claudinho) de um menino - João Lucas. Só para repetir o clichê, porque ele é verdadeiro: como é maravilhoso gerar uma vida, faltam palavras... É um processo divino, mesmo!! Não há como negar a existência de Deus diante da vivência de uma gestação Podemos lembrar que Davi, no salmo 139 declara: "eu te louvarei, porque de um modo assombroso e tão maravilhoso fui formado..." (vers 14). É assombroso mesmo, espantoso, admirável, excelente e, nossa mente humana não consegue alcançar tamanha façanha. Bom, mas isso é algo que quase toda gestante diz. A questão é que a palavra é muito pouco para expressar a vivência, sempre fica uma lacuna. Outro clichê: só vivendo pra saber, hehehehehe!
E essa gestação não diz de um tempo de gerar, apenas, o João Lucas. Com ela, veio um tempo de gerar o novo em mim. E que novo!!! Sempre digo, em uma "visão humanista" (porque não há separação, tudo é uma só realidade, Dele, por Ele e para Ele), que nossa identidade é uma constante construção, um eterno devir. Não estamos prontos e acabados, não!! Nós somos formados e trans-formados a partir das nossas vivências, experiências, aprendizados, acertos, erros, etc... São muitos e complexos os fatores que afetam e influenciam essa nossa construção. 
Eu costumo dizer às pessoas: se você olhar para a pessoa que era há cinco anos, você vê a mesma pessoa sentada aqui e agora ao meu lado? Todas as pessoas para quem perguntei, a resposta foi a mesma: não, sou outra pessoa! 
E isso é incrível e libertador! Acredito que temos uma identidade pronta Nele, ou seja, o que éramos na eternidade antes de virmos para cá. E é essa a identidade que devemos buscar continuamente, incessantemente.
E é exatamente isso que tenho vivido, uma trans-formação na minha identidade tão profunda que tenho vontade de chorar só de falar nisso. Mas é um choro positivo, não vou dizer de alegria, esta (a alegria) é uma consequência desse processo de mudança. Porque toda mudança ocorre em meio a sofrimento, crises, necessidades e perdas. Quem está em uma zona de conforto não quer mudar, pra que? "está tudo tão bem assim..." 
Pois então, comigo não estava nada bem, nada! Não que eu fosse de todo ruim, de jeito nenhum! Tinha, tenho e sempre terei qualidades únicas... Mas, minha necessidade de mudar sempre será maior do que a vontade de permanecer imutável, imóvel, passiva. Graças a Deus pela possibilidade da renovação!
E, para expressar esse tempo que estou vivendo, gosto da passagem de Ezequiel 37: 1-14, que fala sobre o vale dos ossos secos... É exatamente isso, literalmente é essa experiência que tenho vivido com Deus. Em meio à morte, à desesperança, à seca, Deus gerou em mim VIDA e meu deu a graça de gerar (com Ele) uma vida. E sou tão grata pelo Seu amor e misericórdia que o mínimo que posso fazer, é permitir e clamar por Sua intervenção em mim. É levantar-me e ocupar a minha posição no Seu numeroso e poderoso exército. 

"E sabereis que eu sou o Senhor, quando eu abrir os vossos sepulcros, e vos fizer subir das vossas sepulturas, ó povo meu. E porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra; e sabereis que Eu, o Senhor,disse isto, e o fiz, diz o Senhor." Ezequiel 37:13-14

Até o próximo post!! Bjão



   

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Mudanças

     Quem me conhece bem, sabe que sou apaixonada pela série americana Grey´s Anatomy. Muitos já me criticaram por isso, mas na minha opinião, este seriado trata de assuntos que tocam profundamente a alma humana. Esses dias, estava assistindo ao primeiro episódio da 7ª Temporada e me deparei com a reflexão, que vou escrever na íntegra, logo abaixo. Creio, que depois de lerem isso, entenderão a minha paixão por este seriado. Boa leitura e boa reflexão!
 
  "Quando dizemos coisas do tipo: as pessoas não mudam - os cientistas ficam malucos. Porque as mudanças são, literalmente, a única constante em toda a ciência. Energia, matéria, tudo está sempre mudando, se modificando, se fugindo, se fundindo, crescendo, morrendo...     É a mania que as pessoas têm de não mudar que não é natural. A maneira de nos agarrarmos às coisas como elas eram, ao invés de deixar que elas sejam o que são. O jeito de nos agarrarmos às recordações ao invés de formarmos novas lembranças. A forma como insistimos em acreditar, apesar de tudo o que a ciência diz, que tudo nessa vida é permanente.     A mudança é uma constante! Como vivenciamos a mudança, isso sim depende de nós. Pode ser como uma morte ou pode ser como uma segunda chance na vida.     Se soltarmos nossas mãos, nos libertarmos de nossos freios, mergulharmos fundo, podemos sentir a adrenalina. Como se há qualquer momento pudéssemos ter uma segunda chance na vida; como se há qualquer momento pudéssemos nascer novamente!" 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Diante da Morte, celebramos a Vida!

Essa noite o pai de um grande e querido amigo morreu. Aos 74 anos de idade, filhos criados (bem criados) e uma história de muita luta e amor. Hoje no velório, diante de uma pessoa morta e muito pranto e tristeza no ambiente, a única coisa que eu pensava era na vida. Ahhh a vida! Frágil e fugaz... De repente, pergunto-me em silêncio: "qual vida é frágil e fugaz?". Nossa carne é frágil e fugaz, mas o nosso espírito é eterno, pois creio em um Reino Inabalável e Eterno e, do qual já faço parte. 
Então, o que nos cabe, em um momento desses é celebrar a vida, mas não nessa forma terrena e passageira, mas a vida eterna que nos é oferecida pela misericórdia e amor do Pai, através de Cristo que venceu a morte!
"Em todas as coisas somos supervencedores, por meio daquele que nos amou. Porque estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem outros governantes celestiais, nem o que existe nem o que está por vir, nem poderes do alto nem das profundezas, nem qualquer outra coisa criada será capaz de nos separar do amor de Deus que procede mediante o Messias Yeshua, nosso Senhor!" Romanos 8: 37-39.
     Sempre é tempo de celebrarmos a Vida! E que venha o Reino Inabalável!

sábado, 31 de março de 2012

PENSANDO...

     A vida é mesmo um mistério, um presente misterioso de Deus. Não há como não pensar e refletir sobre isso. Fico impactada, confusa, encantada, assustada, perplexa e constrangida diante de cada dia que se oferece para mim. É tudo tão novo e é tudo tão velho... São tantas as minhas possibilidades e são tantos os meus limites! E há dentro de mim uma vontade tamanha de correr e também de parar. 
     E no meio disso tudo paraliso e me movimento em busca de compreender, em Deus, o sentido e a razão de ser... E a vida me mostra que é muito pouco o que eu já sei. Que há muitas perguntas ainda a serem feitas e tanta coisa a ser vivenciada.
    Há dias que a alma acorda em um quarto frio, escuro e, sabe, não tenho medo... Permaneço ali, por um instante, para me lembrar do que vivi até aqui, das minhas escolhas, de tudo que escapa às minhas mãos e entendimento, de tudo que perdi e ganhei. 
    Então, abro a janela e me permito viver um novo dia, sobre uma nova perspectiva e com uma estranha alegria pelo não saber, não controlar como será o hoje, encantando-me com a vida colorida e surpreendente... É preciso viver, da forma como Gonzaguinha ensina: "viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz"  
        


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

EU QUERO APRENDER!


"O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: Se eu fosse você...
A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. É na não-escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção..." Rubem Alves


Bom, acho que não é preciso dizer mais nada, até mesmo porque, essa reflexão nos leva a entender que é ESCUTANDO que se aprende... E escutar é muito diferente de ouvir. Quem não é surdo, ouve. Já escutar exige humildade e respeito, pois envolve dar importância e significado ao outro. Desafiante!